Nesta nova geração do Audi A5 Sportback já (quase) não é preciso optar pelo motor 3 litros Diesel para dar sentido à pose do modelo alemão.  O motor dois litros de 190 cv chega perfeitamente para usufruir da nova dinâmica desta geração.

Para esta segunda geração, a berlina Coupé Audi A5 Sportback apresenta-se mais elegante, atlética, dinâmica e ganha novos conteúdos tecnológicos. À primeira vista chama a atenção a linha escultural. Se a primeira geração era atrativa, apesar dos nove anos que já levava às costas, este novo A5 Sportback é muito mais. O desenho das óticas, mas sobretudo a grelha “singleframe” está agora mais baixa e estreita, detalhes que reforçam a presença na estrada. O peso foi outras das preocupações da Audi que, dependendo da versão, conseguiu reduzir até 60 kg na balança com a aplicação de mais painéis em alumínio e a utilização da plataforma MLB Evo. O aumento das dimensões exteriores, permitiu que as cotas interiores crescessem. Agora há mais espaço para pernas, cabeça e ombros de quem viaja atrás. A maior inclinação das costas do banco traseiro também possibilita o aumento do espaço. A sensação aumenta ainda graças à horizontalidade do painel de instrumentos e da linha contínua das saídas de ventilação que preenchem toda a zona intermédia do tablier. A bagageira cresceu 10 litros face à primeira geração, chegando agora aos 480 litros, um valor muito bom para um automóvel que funciona perfeitamente como um familiar.

Muito mais “sexy” que um A4 - mas igualmente utilizável - e com um Diesel perfeitamente adaptado às exigências do segmento, o novo A5 Sportback 2.0 TDI tem o que é preciso para vingar. E nesta nova geração consegue-o deixar estarrecido com a performance. Anda muito bem, como seria de esperar de um bloco com 190 cv e consegue perfeitamente estar à altura da pose desportiva que um Audi apregoa.

Por isso, já sabe: se já está embeiçado pelo A5 Sportback e é daqueles entusiastas que não desperdiça uma oportunidade de calcar o acelerador, acredite que este 2.0 TDI de 190 cv vai surpreendê-lo. E ao selecionar os opcionais, não se esqueça de assinalar a suspensão desportiva no pacote desportivo S Line. Vai ver que faz toda a diferença.

Assim que se fecha a elegante porta “à coupé”, sem caixilhos dos vidros, sentimo-nos aos comandos de uma máquina especial. O 2.0 TDI consegue ser um Diesel multifacetado: anda bem e gasta pouco, uma combinação que já não é assim tão evidente em alguns motores a gasóleo do segmento. A posição de condução é devidamente rebaixada e envolvente e o banco (em alcantara/couro com logótipo S Line) envolvem o corpo de forma correta.

Em estrada aberta, o motor e a caixa entendem-se perfeitamente, e é possível tentar guiá-lo suavemente a baixa velocidade, no modo Efficiency, com uma “souplesse” tremenda. Depois, é só pressionar os botões do Audi Drive Select e passar a configuração para o modo Dynamic. A partir daí, o novo A5 Sportbak ainda impressiona mais. O potencial do A5 para curvar depressa e bem é espantoso para um tração dianteira. A forma como “puxa” a roda interior dianteira impressiona e a direção assume uma precisão de desportivo. O diferencial dianteiro eletrónico, com vectorização de binário, acrescenta potência na roda exterior contrariando a subviragem natural permitindo que se abuse dos 400 Nm de binário para uma saída da curva muito energética. Esta afirmação pode parecer excessiva, mas com exceção do R8, este novo A5 é o Audi mais ágil e interativo à venda e um dos mais fáceis de explorar dinamicamente neste segmento.

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